Eu odeio essas comemorações de fim-de-ano. Pra mim, essa é uma época de hipocrisia geral: pessoas que falam mal de você o ano todo, que mal olham na sua cara, surgem de repente desejando tudo de bom, muitas felicidades e blá-blá-blá.
Eu não consigo ignorar tudo o que eu odeio numa pessoa só pra tentar ganhar um presentinho qualquer ou pra receber um convite pra comida de graça.
Não consigo fingir que gosto de alguém só porque é fim-de-ano e, por isso, temos que nos acertar pra começar o ano bem.
Ano novo não significa vida nova, nem uma chance para recomeçar. Significa apenas a continuação do maldito tempo. Todos os problemas que você tiver às 23:59:59 do dia 31/12 permanecerão quando o relógio mudar pra 00:00:01 do dia 01/01. Não adianta se iludir.
Nada muda, nem mesmo a nossa esperança de que tudo esteja totalmente diferente, nem mesmo as promessas de fim-de-ano (aposto que você está prometendo fazer exercícios e poupar dinheiro, de novo!) . A gente sempre tem que esperar o melhor, faz parte do ser humano.
E lá vamos nós pra mais 365 dias...
sábado, 22 de dezembro de 2012
Falsidade de fim-de-ano
domingo, 2 de dezembro de 2012
Felicidade
O que é, exatamente, a felicidade?
Eu não sei... há muitos anos tento entender porque as pessoas são felizes. Essa tentativa vem da minha impossibilidade de ser feliz. Olho para os lados e não consigo encontra-lá.
Eu sei que isso não é uma coisa que se encontra pois aí, mas sim dentro da gente.
Mas eu também percebi que provavelmente não tenho esse negócio dentro de mim. Não sinto paz de espírito, esperança pelo amanhã é nem mesmo tranquilidade pelo hoje.
Tudo o que eu tenho é uma infelicidade dentro do peito, um buraco gigante puxando toda a minha energia de viver.
Minha única vontade é me enroscar no cantinho e morrer. E mesmo isso eu não conseguiria enfrentar, pois significaria o sacrifício de passar fome até morrer de inanição, e eu não tenho tal força de vontade.